Sacolas plásticas voltam a ser distribuídas após liminar

Os supermercados do Estado de São Paulo voltaram a oferecer sacolas plásticas gratuitamente aos seus clientes nesta quinta-feira, 28 de junho, após liminar da juíza Cynthia Torres Cristófaro, da Primeira Vara Central da capital.

A juíza também determinou que, em 30 dias, os estabelecimentos deverão oferecer de graça sacolas biodegradáveis ou de papel para o consumidor, que geram menos impacto ao meio ambiente.

Enquanto a distribuição das sacolas estava suspensa, o consumidor tinha que levar uma eco bag – aquelas sacolas que podem ser usadas várias vezes – ou comprar uma sacola biodegradável que custava entre R$ 0,07 e R$ 0,25 a unidade, segundo dados da Associação Paulista de Supermercados (Apas).

Com a ideia de compensar o valor que foi gasto pelo consumidor na compra da sacola ecologicamente correta no supermercado, a instituição chegou a sugerir que a compra fosse discriminada no tíquete do caixa para que, na próxima vez em que o consumidor se dirigisse ao estabelecimento, devolvesse a sacola, independentemente do seu estado de conservação, para receber o dinheiro que pagou por ela. Uma estratégia eficiente, inclusive, para a fidelização do cliente por parte do estabelecimento, mas que, de qualquer forma, faria o consumidor continuar investindo o próprio dinheiro para poder embalar as suas compras.

Desde que a lei que proibia a distribuição das sacolas plásticas foi colocada em prática, em janeiro de 2012, deixaram de ser distribuídos 1,1 bilhão de sacolas plásticas em São Paulo, conforme dados da própria Apas.

Essa ação traz benefícios ao meio ambiente, já que as sacolas biodegradáveis demoram entre seis e 24 meses para serem incorporadas ao meio ambiente, bem menos tempo se compararmos com o quanto as sacolas plásticas demoram para se recompor – cerca de 100 anos.

A questão ainda divide opiniões. Apesar de cumprir as regras, muitos consumidores desejavam o retorno das embalagens nos estabelecimentos. Já os ambientalistas alertam que as sacolas plásticas descartadas na natureza trazem uma série de riscos ao meio ambiente.

O processo deve ser baseado na conscientização da população para o quanto o descarte inadequado das sacolas – plásticas ou não – na natureza, traz uma série de impactos. Se o mundo está em risco, os seres humanos também estão.

E você? Acredita que as novas regras que estabelecem que os supermercados do Estado distribuam sacolas feitas com materiais sustentáveis possa ser a melhor alternativa para o consumidor, para os estabelecimentos e para o meio ambiente? Mesmo que as sacolas biodegradáveis não sejam cobradas separadamente, como era feito durante a proibição das sacolas plásticas, sua distribuição poderá estimular o aumento do custo dos itens vendidos nos estabelecimentos, devido às despesas com a produção do material.

Deixe o seu comentário para ampliarmos a discussão sobre o assunto.

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